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 Naquele dia em que a gente estava transbordando de paixão...

Eu te olhando enquanto você limpava a sala, os gestos distraídos, o cabelo preso de qualquer jeito.
Depois, o café para nós dois, o aroma quente invadindo o ambiente.

Você diz que não se acha isso tudo...
Fala da cintura, das pernas, do torso...
Mas quer saber?

Na boa, você é isso tudo sim.

Sabe como eu sei?

Porque ninguém me deixa louco só com a respiração acelerada,
com o jeito que suspira quando minhas mãos encontram tua pele.
Ninguém me alucina como você, com esse cabelo longo que eu puxo entre os dedos,
com esse tom de pele que brilha sob a luz baixa.

Ninguém me fascina como você, com esse jeitinho despretensioso,
sem pressa, sem ambição, mas que me conquista a cada dia.

Com tua voz baixa e quente no meu ouvido,
com teu beijo que sabe provocar,
com esse arrepio involuntário quando te provo devagar.

Eu gosto de te fazer isso.

De te ouvir ofegar quando te toco onde sabe que quero estar.
De sentir teu corpo se entregar ao meu toque, ao meu gosto.
Porque mesmo que você não tome as rédeas do amor,
eu amo o jeito como arqueia o corpo e me deixa te guiar.

O jeito como geme baixinho quando eu me aprofundo,
como tuas mãos primeiro hesitam e depois me puxam para mais.
O jeito como tua pele aquece e teu corpo pulsa contra minha língua.

Transbordando de tesão,
transbordando de paixão,
até não cabermos mais em nós mesmos.

Sabe, menina? Eu amo você.

E quero que saiba que vou sempre estar aqui para te conquistar,
te entender, te devorar.

E, acima de tudo...
te admirar daqui de onde eu sempre te vejo.

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