Ceci
Meu nome é Cecília. Ceci para os íntimos. Trinta e seis anos, cinco de casamento com Robson—moreno alto, já levemente grisalho, o corpo de um homem que gosta de viver sem excessos. Uma barriguinha mínima, dessas que vêm com o tempo e a cerveja, e um jeito tranquilo, confortável como um abraço morno.
E eu? Morena índia, pele que brilha ao sol, coxas grossas e fartas, um corpo que carrega o peso e o prazer de sua própria existência. Nunca me envergonhei das estrias que atravessam minha pele como rastros de fogo. Meus seios, plenos, pesados, naturais, ostentam auréolas largas e escuras. Meu ventre macio, minha bunda empinada, e entre as coxas, o centro do mundo.
Naquela noite, um sonho. Um delírio brutal.
Eu me via empalada, presa num ritual onde não havia pudor, só carne e desejo. Um homem negro me tomava sem hesitação, sua rola espessa e brilhante afundando em mim como lâmina quente na pele. Eu o sentia deslizar, roçando a cabeça no meu grelo, desenhando círculos febris antes de me preencher por inteiro. O cheiro da minha própria umidade era inebriante, uma oferenda viva ao desejo.
A pressão aumentava. Cada estocada era uma afirmação, um domínio. Minha xoxota, lambuzada, o engolia e o cuspia em um jogo insano de querer mais, sempre mais. Até que, com um gemido rouco, ele se afastou, e o primeiro jorro quente explodiu sobre meu ventre. Meu corpo arqueou, faminto. Mas ele não parou. Enterrou-se em mim outra vez, saiu, gozou sobre meus seios, lambuzando cada curva com sua essência espessa.
Então, num último ato de posse, ele voltou a me foder, mais fundo, mais fundo, até que eu estremeci, e o prazer me rasgou em espasmos violentos.
Acordei arfante. Meu sexo úmido, pulsante, ainda ecoava o prazer do sonho.
Levantei, os cabelos desgrudando da testa suada. O sol começava a riscar o céu. Senti sede. Uma água talvez apagasse o incêndio em minha pele. Mas antes de sair, meus olhos pousaram em Robson.
Ele dormia de barriga para cima, a boca entreaberta, a camisa regata azul mal cobrindo o peito. Mas foi a visão do volume sob a cueca cinza que me fez prender a respiração. O tesão matinal. Uma ereção que os homens carregam ao despertar, esse convite inconsciente à luxúria.
Meu ventre vibrou.
Deslizei os lençóis e me ajoelhei ao lado da cama.
Abaixei a cueca com cuidado, libertando o membro teso. Era escuro, liso, a glande rosada brilhando na penumbra. Eu já o conhecia, cada veia, cada textura. Mas ali, sob meu olhar devoto, ele parecia outra coisa—o prolongamento do meu desejo insaciável.
Fechei a mão em torno dele, uma punhetada lenta para garantir sua rigidez. Robson se mexeu levemente, os lábios se curvando em um sorriso adormecido. Sem hesitar, deslizei a glande entre meus lábios molhados, pincelando-a na entrada encharcada antes de deixá-lo afundar, centímetro por centímetro, dentro de mim.
Era familiar. Era natural. Minha xaninha se moldava a ele como uma boca que já sabe o caminho.
Comecei a cavalgar devagar, os joelhos flexionados, o movimento úmido e preciso. Ele ainda não acordara completamente, mas seu corpo já respondia. Suas mãos encontraram minhas ancas, e seus dedos, ainda sonolentos, começaram a ditar o ritmo, levantando e soltando minha bunda com uma posse preguiçosa.
Um gemido escapou dos seus lábios quando ele abriu os olhos.
Sorri para ele, maliciosa, e ele apenas assentiu, um sorriso torto e surpreso. Agora acordado, ele se tornou mais voraz. Agarrou meus quadris e me puxou contra ele com mais força, enfiando-se fundo, sujo, delicioso. Seus dedos deslizaram para trás, brincando com meu cuzinho, pressionando, testando.
Minha pele pegava fogo.
Puxei a caixinha de lubrificante da cabeceira e meldei os dedos, guiando a invasão para um outro espaço de prazer. Robson entendeu o convite. Deslizou um dedo, depois dois, e enquanto minha boceta se apertava em torno do pau dele, minha entrada traseira se abriu sem resistência.
O desejo se tornou inevitável.
Subi lentamente, tirando o pau de dentro de mim, segurando-o, posicionando a ponta lubrificada no novo destino. Um arrepio me percorreu. Desci com calma, deixando-o afundar até o talo, sentindo o calor e o preenchimento completo.
O corpo de Robson enrijeceu sob mim. Ele gemeu rouco, o prazer derramando-se em sua voz.
Agarrei seus cabelos, puxando sua boca para meus seios. Ele os sugou com força, faminto, enquanto suas mãos seguravam minha bunda, me guiando, controlando os movimentos. Eu rebolava sobre ele, a fricção e o aperto me levando ao limite.
Até que o orgasmo nos tomou sem aviso.
Ele pulsou dentro de mim, quente, intenso, jorrando sua semente enquanto meu corpo se arqueava, espremendo-o num espasmo insano de prazer.
Por um longo momento, ficamos ali. A respiração ofegante, os corpos suados, unidos no cansaço satisfeito.
Sorri e o beijei, ainda com seu pau enfiado em mim, sem querer me desfazer da sensação.
Só quando ele amoleceu dentro de mim, escorregando para fora com um último rastro de calor, decidi levantar.
Fomos para o banho juntos, e enquanto a água escorria por nossos corpos, eu soube que o dia seria mais leve.
E que à noite, quando eu fechasse os olhos, outro sonho viria.
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