Ceci 02

 Meu nome é Cecília. Ceci para os íntimos. Morena Índia, trinta e seis anos, coxas grossas, pele que guarda o sol, seios fartos com auréolas largas e escuras, um ventre macio que se dissolve entre as mãos. Uma xoxota discreta, pequenos pelos lisos, uma carne que pulsa e se oferece sem pressa. Casada com Robson, moreno de trinta e oito, cabelos que o tempo vai pintando de cinza, uma barriguinha de chope e um pau que sempre me deixou doida.

Dias atrás, viajamos para a região dos lagos. Cabo Frio, a pele salgada, o sol escrevendo marcas na minha carne. Marquinha fina, desejo acentuado. Robson também queimado, os ombros tostados, a linha dos quadris destacada pelo bronzeado.

A noite caiu e percorremos o calçadão, um sorvete derretendo entre meus lábios. Passei por uma adega e comprei um chopp de vinho, Pink Moon. Quatro garrafas, no caso de gostarmos. O hotel nos recebeu tarde, as pernas cansadas do dia, mas um brilho de luxúria pairava no ar. Tomei banho primeiro, a água escorrendo pela pele quente, o corpo relaxando e retesando ao mesmo tempo. Shorts fininho, top preto. Robson vestiu apenas uma camiseta longa e uma boxer. Sentamos na cama, um filme na TV, goles lerdos do vinho tingindo nossas bocas.

Ele se encostava, brincava de seduzir. Eu fingia resistência, prolongava o jogo, deixando o desejo ferver sob a pele.

O álcool dissolvia barreiras. Meu marido, fraco para bebidas, já via o mundo girar. Deixou as garrafas na entrada e foi ao banheiro. Quando saiu, passou por mim e foi fechar as cortinas. Deitada de lado, vi a barra da camiseta subindo. A polpa da bunda aparecendo. A insinuação de uma nudez. Meu olhar embriagado desenhou o resto: ele de frente, o pau rígido, a carne tensa de desejo. Fechei os olhos. Me acomodei. Silenciosa. Mas umedecida.

Ele voltou, deitou-se atrás de mim, o calor de seu corpo pressionando o meu. Deslizou-se no espaço entre minha bunda e a cama. Vi seu pau ali, latejando, faminto. A pele deslizando contra a minha, um convite mudo. Levantou-se levemente, apoiando-se nos braços, e me beijou de lado. Os dedos alisando meus seios por sobre o tecido, testando a maciez, sentindo o contorno do biquinho endurecido. Num movimento sutil, libertou meu seio esquerdo, sugou-o com fome, lábios e língua traçando círculos febris.

A pélvis dele se movia, pressionando minha bunda, esfregando, roçando, simulando a posse que ainda não se consumava. O short fino não era obstáculo; era convite. Sentia tudo. Cada pulsação, cada milímetro de sua vontade contra minha carne quente.

O beijo. Ah, o beijo enquanto a safadeza cresce. Sempre gostei. Desde os tempos de namoro, quando o proibido nos fazia inventar novas formas de luxúria. Agora, casados, era a foda que nos movia, mas o beijo, sempre ele, mantinha o fogo ardendo. A boca quente, o gosto de vinho, a língua brincando e dominando.

Desci o short devagar. Primeiro a polpa da bunda, roçando nele, provocando. Depois, baixei mais, livrando-me da calcinha junto. Meu sexo estava encharcado, a umidade lambuzando minhas coxas. Robson gemeu baixo. Quando enfim tirei tudo, ele sentiu minha carne nua contra a dele.

Agarrou minha nuca, pincelou a glande na entrada escorregadia. Eu me arqueei de lado, oferecendo-me. Sem aviso, ele afundou quase tudo.

Um urro escapou da minha boca. O inesperado. A dor e o prazer fundidos numa centelha.

Uma perna apoiada no chão, a outra dobrada, as estocadas se aprofundaram. Ele segurava meu cabelo, puxava, me fazia exposta, submissa às suas investidas. A piroca encharcada de mim, deslizando, entrando, saindo, latejando. Beijava minhas costas, e eu virava de lado para buscar sua boca.

Adoro ser fodida por trás, bem fundo, sentindo cada estocada preencher o vazio. Mas fomos nos movendo, e ele perdeu o alcance. Conhecíamos o caminho. Puxou um travesseiro, posicionou sob minha cintura. Meu corpo empinado, minha boceta escancarada para ele. Um novo ângulo. Uma nova profundidade.

O ritmo crescia. O suor se misturava. Robson tirou a camiseta, e seu peito quente se colou às minhas costas. A respiração densa no meu ouvido. Ele tentava pausar, prolongar, mas eu não permitia. Travava seus movimentos, exigia mais.

Até que cedi.

Me virei, encarei-o. Seu pau, coberto de mim, pulsava. Agarrei-o, sentei em cima. Ele nem reagiu, tonto de tesão e vinho. Quiquei duas vezes, sentindo a fricção intensa. Depois, puxei-o para cima de mim. Agora frente a frente, me contorci para ver melhor: aquele cacete entrando e saindo, o brilho do suor escorrendo dos corpos, o desespero na expressão dele. As bombadas se tornaram mais fortes. Seu rosto transfigurou-se em prazer.

Ele estava no limite. Eu também.

Quando senti o gozo dele subir, gemi, gritei para ele me beijar. E quando sua rola explodiu dentro de mim, estremeci.

Os espasmos nos atravessaram. O sêmem jorrando quente, profundo, misturando-se às nossas carnes.

Ele tremeu sobre mim, o corpo arqueado, as mãos segurando meus braços como se temesse se perder. Minha língua explorou a dele, os corpos ainda suados, colados, grudados pelo úmido resquício do orgasmo.

Por um longo momento, ficamos assim. Atados ao laço primitivo e delicioso.

Voltamos à posição inicial. Conchinha. A respiração acalmando, o coração ainda pulsando no ritmo da foda.

Antes de adormecer, senti o calor da boca de Robson na minha nuca.

"Eu te amo."

A melhor cantiga de ninar.


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