Cara, o Ronaldo é um tarado.
Oi, sou eu de novo, Cecília. Ontem de manhã as coisas foram quentes. Vou contar pra vocês.
A noite anterior tinha sido um fiapo de romance, o esgotamento do dia pesando sobre mim. Dormimos em conchinha, um laço silencioso. Ele sussurrou antes de se perder no sono: "A gente conversa amanhã de manhã..." E assim aconteceu.
Eu estava entre os lençóis, o corpo ainda submerso na inconsciência, quando senti o primeiro toque. Dedos deslizando pela minha pele, leves como quem explora um altar sagrado. Primeiro as laterais, depois a barriga – sempre soube que ele tem uma obsessão pela minha barriga. Um fetiche silencioso, antigo, desde os tempos em que ainda namorávamos.
Sob o edredom, o movimento era clandestino. Seus dedos tateavam sem pressa, desenhando caminhos secretos sobre minha pele. Fingi seguir adormecida, os braços estendidos acima da cabeça, permitindo seu acesso. Quando alcançou meus seios, prendeu o esquerdo como um fruto maduro, massageando a ponta com os dedos. Sentiu meu primeiro suspiro e então se inclinou sobre mim, a boca quentíssima buscando o mamilo direito. Chupava com devoção, a respiração se tornando mais densa, enquanto seus dedos seguiam para o ventre, descendo como uma promessa obscena.
Ele percorreu minhas coxas, apertando de leve, tateando a pele quente da parte interna das virilhas. Subiu novamente até encontrar o elástico do meu short. O tecido fino se curvou ao seu toque. Com uma delicadeza de serpente, empurrou os dedos por baixo da roupa e encontrou minha calcinha, a umidade denunciando minha rendição. Movia-se com paciência, delineando a entrada da minha xoxota. Cada roçar sobre os pequenos lábios me fazia pulsar.
Pressionou as pontas dos dedos, forçando passagem. Primeiro acariciou os pêlos ralos que eu cultivava. Desceu mais. Separou os lábios com os dedos menores, enquanto os dois maiores se instalavam na fenda escorregadia, desbravando minha gruta ensopada. O barulho do meu mel escorrendo foi a confirmação que ele precisava.
Ele sabia a sequência certa. Era quase matemático: primeiro os dedos exploram, testam a carne viva, depois se aprofundam. Um. Dois. Três. Eu arquejava, apertando os lençóis, me abrindo mais. Ele conhecia meu corpo como um instrumento afinado. Aprendeu com o tempo a explorar aquele osso sutil atrás do grelo. Os dedos ali, friccionando, arrancavam de mim uma urgência absurda. E ainda roçava a palma da mão sobre o meu clitóris, como um artista lapidando um diamante.
Foi então que ele sumiu sob o edredom. Eu senti o calor da sua boca devorando minha umidade, a língua lambendo e sugando meu grelo, enquanto seus dedos escavavam fundo. Meu corpo vibrava, prestes a se despedaçar em espasmos. Mexi os pés sob os lençóis, procurando seu pau rígido dentro do calção. Mas isso não foi o suficiente.
Puxei ele pelos ombros. Subiu sobre mim, os olhos carregados de desejo. Me beijou. Um beijo molhado, súbito. Encaixei minhas pernas ao redor da sua cintura e ele se posicionou. Estava ansioso, arfante.
Foi fundo. Me encheu de uma só vez.
O barulho da cama rangendo misturava-se ao som dos nossos corpos se chocando. Os meus seios balançavam no ritmo frenético das investidas. Gozar ali, sob ele, já teria sido um deleite. Mas Ronaldo, em sua selvageria contida, quis me dobrar mais. Fez uma chave de perna, me deixando vulnerável, totalmente exposta, e seguiu se metendo com mais fúria.
Eu explodi primeiro.
Sentindo minha contração, ele se afastou. Ainda não tinha gozado.
— Deixa que eu resolvo isso.
Ofegante, o observei se erguer. Quis chupá-lo, mas ele recusou. Devia estar sensível demais. Em vez disso, pediu que o tocasse enquanto se masturbava.
Foi uma cena hipnótica. Minhas mãos desciam por seu peito, sua barriga. Ele segurava o próprio sexo, masturbando-se com precisão. Peguei suas bolas, brinquei ali, subi os dedos e alisei seu mamilo com a língua.
O prazer dele crescia. Eu via no jeito que a boca se entreabria, no franzir das sobrancelhas. Quando finalmente gozou, segurei a cabecinha do pau e senti cada gota quente jorrar entre meus dedos. Uma lava densa, pulsante. Ele tremia, arfava, o corpo todo entregue à espiral do gozo.
Sorri.
Ele também. Gemeu baixinho, um sussurro sujo de cansaço e prazer:
— Sua safada...
Como eu amo o Ronaldo.
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