Amor...
Deixa eu te explicar uma coisa.
Escuta: Desde menino, eu coleciono imagens. Não era só pornografia. Eram relíquias, pedaços de um mundo distante, onde as mulheres eram deusas intocáveis, impressas em papel brilhante. Um hobby, uma paixão infantil e pura, anterior ao desejo, anterior ao toque.
Acredite: Eu colecionava de verdade. Como quem guarda figurinhas raras ou cartas mágicas de um jogo. Como quem constrói um altar sem perceber.
Veja: É só isso que eu quero que você entenda quando te peço uma foto mais sensual. Ou quando sugiro que registremos nosso amor.
Confie: Não é vulgaridade, não é descuido. É devoção. Estou te colocando ao lado das beldades que marcaram minha adolescência, mas com algo que nenhuma delas teve: um lugar dentro do meu coração.
Entenda: Se você me conhece, sabe que eu nunca te exporia. Você será minha musa secreta, guardada como um tesouro. Um santuário para quando a saudade apertar.
Então... tira uma fotinha, tira?
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