E teve aquele dia em que eu enlouqueci quando você gozou…
Fios finos, quase invisíveis, escapavam da sua gruta,
se multiplicando ao meu redor,
se enredando em mim como teias leves e sedutoras.
Quando percebi, você já tecia um casulo.
Me prendia com beijos, apertos,
e o pânico misturava-se ao desejo.
Não havia mais fuga.
Apenas me rendi à sua fome insaciável,
tentando, em vão, saciá-la.
Daquele dia em diante, passei a te chamar de Mulher-Aranha.
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